Mergulhadores Pós Covid – Dois Casos a Mostrar

Caros, neste post vamos citar exemplos de dois pacientes que acompanhei durante o curso da Covid, e depois para o retorno ao mergulho. A ideia não é discutir com médicos, mas mostrar aos mergulhadores, de uma forma simples, como o paciente deve ser acompanhado para liberação, de forma individualizada.

Paciente 1, 45 anos de idade, sem qualquer comorbidade. Teve um quadro gripal, com febre baixa. Iniciei tratamento precoce, pois teve perda de olfato quase imediata. Sem sintomas depois de 3 dias. PCR negativo depois de 14 dias.

Não teve qualquer alteração respiratória, portanto liberado para atividades físicas ao final dos 14 dias. Depois de nova consulta, fez seu checkup geral e foi liberado para o mergulho

Paciente 2, 61 anos, pré-diabetes. Teve quadro febril, tosse que aumentou no terceiro dia, quando me procurou. Depois de uma tomografia de tórax mostrando discreto comprometimento pulmonar (menor que 25 por cento), foi instituído tratamento precoce e no sétimo dia, como a tosse não melhorava, entrei com corticoide. Evoluiu relativamente bem, sem qualquer necessidade de internação. Mas neste caso, a volta à atividade vem sendo gradual. Se sente cansado com facilidade, mas vem melhorando. Os exames mostram resolução do quadro pulmonar, sem outras alterações. Deverá fazer avaliação com pneumologista, antes do retorno ao mergulho.

Apenas para mostrar para vocês, que não é “preto e branco”. Cada caso precisa ser avaliado individualmente, para o retorno às atividades físicas e ao mergulho.